quarta-feira, 30 de julho de 2008

GEHnat acompanha pesquisadores do IPPUR/UFRJ - Parte 1

Valoração da água e Instituições Sociais: Subsídios para a gestão de bacias hidrográficas na Baixada Fluminense, Rio de Janeiro

Antonio Augusto Rossoto Ioris - Prof. do Departamento de geografia em Aberdeen University (Scotland)
Maria Angélica Maciel Costa - Prof. Faculdade São José - Mestre em geografia (UFMG)


Conflitos socio-ambientais, poder e território:

A pesquisa foi desenvolvida na bacia hidrográfica dos rios Iguaçu/Botas/Sarapuí, parte oeste da Região Hidrográfica da Baía de Guanabara, com o objetivo de estudar mudanças institucionais no setor de recursos hídricos e a percepção do valor da água. Esta é uma região historicamente periférica e altamente urbanizada, a qual enfrenta crônica escassez de água em razão da degradação ambiental, elevada demanda doméstica e industrial e da precariedade dos serviços públicos. O fato de grande parte da água para abastecimento ter origem fora da região hidrográfica torna ainda mais delicada a condição de vulnerabilidade sócio-ambiental e potencializa o surgimento de conflitos entre localidades e grupos de usuários.


O tema básico da pesquisa foi a aparente contradição entre o alto valor socioeconômico e ambiental da água e as barreiras institucionais que dificultam a concretização de uma gestão participativa e sustentável. Foram também estudadas as dificuldades de articulação entre os três níveis de governo, União, estado e municípios. Fazendo uso de técnicas e métodos qualitativos, a pesquisa relacionou diferenças de percepção e atitude entre grupos diretamente atingidos por intervenções governamentais (em particular, obras do PAC e do Projeto Iguaçu), lideranças comunitárias, grandes usuários de água e gestores do sistema estadual de recursos hídricos. Analisou-se ainda a percepção do valor da água pelas populações locais e como as mesmas desenvolvem estratégias próprias para superar os problemas de infra-estrutura deficiente, tanto em termos de abastecimento e esgotamento sanitário, quanto controle de enchentes.

sexta-feira, 25 de julho de 2008

APA Guandu-açu e suas potencialidades naturais

Ao fundo a barragem construida no curso do rio Guandu para captação de água a ser tratada e distribuida para toda região metropolitana do Rio de Janeiro. Capta-se em Nova Iguaçu e a população é mal atendida pelo órgão público....descaso ou meras questões técnicas(como alegam)?


Para os descrentes das potencialidades ambientais de Nova Iguaçu, em primeiro plano o Rio Guandu e ao fundo o complexo APA Gericinó-Mendanha, mais conhecido como "Serra de Madureira" onde está localizado o Parque Municipal Natural de Nova Iguaçu.






Revoada de biguás. Visão lúdica nas proximidades de Nova Iguaçu.


Imensidão insólita em Nova Iguaçu. Rio Guandu!!! Uma paisagem desconhecida da população. Lutamos pela sua conservação e consequentemente pela água consumida por toda região metropolitana do Rio de Janeiro. Uma água que chega limpa em suas casas e SAI IMUNDA. PENSE!

"Atitudes geram mudanças"

Educação ambiental na APA Guandu-açu(Nova Iguaçu)

Mesa composta pelos palestrantes do 1º Encontro dos Amigos do Guandu-açu. Da esquerda para a direita: Yoshiharu Saito(GEHnat), Hélio Porto(Sec. Participação popular), Cláudia Perluxo(Coordenadora dos Conselhos Municipais), Mariella(EMATER-Nova Iguaçu).


Sr. Yoshiharu Saito(GEHnat) explanando sobre o tema "espécies invasoras de interesse sócio-econômico do Rio Guandu" onde abordou o impacto ambiental que algumas espécies de peixes exóticos(tilápia nilótica, bagre africano, tucunaré, apaiari) provocam na ictiofauna original da APA Guandu-açu.


Dando prosseguimento ao tema "Espécies exóticas...", uma fotografia que vale por 1.000 palestras logo abaixo


A grande característica da APA do Guandu-açu é a existência de uma colônia de pescadores na comunidade Todos os Santos as margens do Rio Guandu. Com características artesanais e baixa produtividade de pescado, a colônia ainda sofrem com a baixa diversidade em decorrência da invasão silenciosa da tilápia nilótica que passou a ocupar descontroladamente todos espaços das espécies nativas.
*A foto fala por si: numa extensa tarde um pescador conseguiu como resultado de seu esforço somente isto que vcs veêm - tilápias de tamanho pequeno, sem valor comercial e de difícil manejo culinário. Aonde estão os sairús, acarás, robaletes e tainhas?

Existe uma corrente de (pseudo)ambientalistas que defende nestes casos o estabelecimento de uma nova ordem biológica onde o "mais forte" ganha o "direito" sobre as espécies mais "fracas".

*Como entidade ambientalista GEHNat não vê com bons olhos tais opiniões.



"Atitudes geram mudanças"



Recomposição arbórea no Parque Municipal Natural de Nova Iguaçu

O nível de satisfação na hora do replantio só é inferior à certeza de que daqui a uns 20 anos muitas pessoas sentarão à sombra de uma gigante da mata atlântica.



Mudas de espécies nativas da mata atlântica que foram plantadas durante a 1ª temporada de montanhismo do Parque Municipal Natural de Nova Iguaçu. ONG GEHnat em plena atividade ambiental. Yoshiharu Saito(à esquerda) e Francisco Carvalho(à direita)

Plantio de mudas no alto do Parque Municipal Natural de Nova Iguaçu. Em ação a brigada de voluntários do GEHnat que sempre estão presentes com muito suor e determinação. Os nossos mais profundos agradecimentos à todos os participantes de tão importante atividade!!!! Muito Obrigado!!!!

"Atitudes geram mudanças"

quinta-feira, 24 de julho de 2008

Por um ambiente digno em Jaceruba.

Observe a foto - o que vc vê? Ahhhh sim....somente dois meninos com certeza, mas o que eles estão fazendo, vc sabe? Isso mesmo! Pescando piabinhas na cachoeira...rs. Pare para pensar no seguinte: qtas são as pessoas no seu círculo de amizades que ainda têm o inenarrável privilégio de poder pescar no "quintal de casa"? Poucos ...não é verdade?

Preservação ambiental pode significar isto que vc vê - hoje são apenas meninos, amanhã serão homens cujas lembranças da infância não serão lembranças, mas uma realidade límpida e cristalina.

"Atitudes geram mudanças"

Parque Municipal Natural de Nova Iguaçu - Orgulhosamente 3 !


Ricardo Costa(Especialista em uso sustentável do bambu) em visita ao Parque Municipal conhecendo nosso viveiro de mudas e bromeliário(em implantação).


Flagrante cênico logo pela manhã. Quem serão aquelas pessoas? Flávio Zen(sem camisa), José Castricini(Diretor GEHnat), Ricardo Costa(encoberto pelo J. Castricini). Eu? Estou atrás da máq....ué...rs


Algumas coisas somente são óbvias para um olhar preparado: o que vc vê na foto? Apenas um riacho, né? Mas meus olhos enxergaram um Caracidium shubertii...pois é...uma visão para poucos certamente.

Parque Municipal Natural de Nova Iguaçu - Orgulhosamente 2 !


Uma das funções do Parque é educação ambiental e para isto temos uma sala para receber alunos e educadores para uma interação plena em local propício e estruturado. Na foto um flagrante da vigilância: apreensão de armadilhas na noite anterior.

O Parque também viabiliza pesquisas de vários acadêmicos das instituições de ensino superior de Nova Iguaçu e arredores em sala própria devidamente equipados.

Parque Municipal Natural de Nova Iguaçu - Orgulhosamente 1 !


Represa Epaminondas Ramos - Uma visão belíssima recepcionando nossos queridos visitantes!!!




Ao visitar as dependências do Parque Municipal leve em consideração as regras de conduta e comportamento: não leve bebidas em garrafas de vidro, não faça rituais religiosos nos cursos de água, não incomode os animais, não retire plantas, etc. Também não é permitido o trânsito de bicicletas, motos, carros, carroças. Não deixe lixo, leve seu saco plástico e recolha tudo ao final de sua visita.




Ao chegar com seu veículo a guarita é o limite correto para deixá-lo, ou conforme as instruções dos funcionários encarregados, respeitá-los é sua garantia de bons momentos de lazer. Ao chegar ou sair facilite o fluxo de veículos que vêm em sentido contrário, muitas pessoas apenas querem o mesmo que vc: passear, brincar e descansar.



O parque municipal de Nova Iguaçu é uma área de proteção integral constituída pelo poder publico municipal em 05 de junho de 1998 pelo decreto 6001. Ele se localiza ao sul, dentro da APA de Gericinó-mendanha, também em Nova Iguaçu, que foi criada pela lei estadual nº1331 de 12/07/88. O Parque Municipal de Nova Iguaçu, que ocupa uma área de aproximadamente 1.100 ha, foi constituído visando não apenas à proteção da fauna e flora existentes, mas também à formalização de uma opção de lazer para a população local. O parque está inserido no bioma da Mata Atlântica, considerada uma região de grande biodiversidade, ao mesmo tempo em que figura como um ambiente florestal altamente ameaçado. Além das belezas naturais da fauna e da flora o parque ainda possui uma área de grande interesse geológico: o vulcão de Nova Iguaçu. Adormecido há quarenta milhões de anos, é o mais novo e preservado do nosso país, e é representado por uma grande estrutura semi-circular em forma de cone, formada por diversos tipos rochosos que aliada ao estado de preservação de seus afloramentos rochosos o tornam um importante patrimônio natural e científico para a Cidade. Percebendo a importância geológica dessa área o parque foi elevado à categoria de geoparque em 05 de junho de 2004. Outro atrativo do parque é a sede da fazenda Dona Eugênia, conhecida hoje por casarão. Este edifício, construído no século XIX, é o mais antigo ainda de pé do município de Nova Iguaçu. O parque é administrado pelo Município de Nova Iguaçu, mas com a emancipação de Mesquita a estrada de acesso e a entrada do parque ficaram situadas no novo município. Fonte:http://www.bvnec.uerj.br/sist_naturais/iguacu.htm

segunda-feira, 21 de julho de 2008

GEHnat promovendo integração e socialização

Integrar sociedade, esporte e meio ambiente tem sido uma das melhores formas de agregar forças e ideais em torno da temática ambiental em Nova Iguaçu. Sempre levando informações corretas e sem o discurso extremista e limitador que no passado afastaram a sociedade das causas ambientais e conservacionistas.




Ainda bem que os tempos são outros! Que tal praticar lambaeróbica respirando aquele "cheirinho de mato" hein?????


Um corte brutal no relevo marca um passado de ocupação predatória onde o modelo econômico desprezava tudo em nome do dinheiro. Paradoxalmente esta mutilação tem nos servido para mudar os modelos estabelecidos.

A perspectiva da foto engana muito - parece pequena e baixa, mas é muito alta e gigante a pedreira.




Aproximadamente 120 pessoas prestigiaram o GEHNat com a participação da caminhada ecológica realizada no dia 25/09/05 no Parque Municipal de Nova Iguaçu.
Essa caminhada teve como foco principal a restauração do casarão, pois o mesmo encontra-se em completo estado de abandono, correndo o risco de desabar a qualquer momento.
O maior objetivo do GEHNat não é apenas a restauração, e sim a criação de um museu da história natural, pois o casarão conserva ainda suas características originais trata-se de uma construção do século XIX; com madeira imputrescível, tapinhoã. O prédio está localizado aproximadamente 1,6 km da entrada do Parque e possui suas paredes de taipa de pilão e alicerce de pedra.
É o prédio mais antigo de Nova Iguaçu que ainda permanece de pé, segundo plano de manejo do Parque.
Como resultado da manifestação a Prefeitura se comprometeu a licitar a escora do patrimônio e preliminarmente proceder o isolamento da área.
O casarão está localizado na reserva do Gericinó-Mendanha que se apresenta como fonte de inspiração e pesquisa da rica fauna e flora da Mata Atlântica.


"Atitudes geram mudanças"