quinta-feira, 1 de setembro de 2011
Rodrigo Amorim Pessoa CAMPEÃO ESTADUAL DE JIU JITSU AGOSTO/2011 NO PIAUÍ.
quarta-feira, 31 de agosto de 2011
Rodrigo Amorim Pessoa disputou o Campeonato Internacional de Jiu Jitsu em JUL/2011 no Rio de Janeiro.
Após sua apresentação, fez a seguinte declaração:
"O APOIO DO GEHNAT FOI IMPORTANTE PARA A MINHA PREPARAÇÃO DE UMA COMPETIÇÃO DE NÍVEL INTERNACIONAL, QUE ACONTECEU DIA 21 DE JULHO DE 2011 NO TIJUCA TÊNIS CLUBE-RJ, ONDE SE ENCONTRAVA ATLETAS DO MUNDO TODO, NO ENTANTO EU NÃO CONSEGUI SAIR COM UM RESULTADO SATISFATÓRIO PELO ESFORÇO QUE EU HAVIA FEITO DURANTE OS TREINOS, PORÉM VOU CONTINUAR A ROTINA DE TREINOS PARA QUE EU POSSA PODER REPRESENTAR MELHOR, MAIS AGRADEÇO PELO APOIO E ESPERO QUE POSSA CONTAR COM VOCÊS PARA FUTURAS COMPETIÇÕES"
terça-feira, 12 de janeiro de 2010
Assentamento de Marapicu é reconhecido pelo Incra
O superintendente do Incra, Mário Lucio Melo, fez a entrega de uma patrulha motorizada - trator com equipamentos especiais doado pelo Ministério da Agricultura para ser utilizado, principalmente, nas propriedades particulares que vão fornecer alimentos para a merenda escolar da rede municipal.
Foram 25 anos de luta daquela comunidade para receber finalmente a posse das terras. Uma das moradoras mais antigas, dona Marielza, de 54 anos, conta que já teve que enfrentar o poder dos grileiros, sendo muitas vezes ameaçada. Seu marido, Arcino da Silva, diz que a posse é uma vitória dos moradores de Marapicu.
Emocionada, a presidente da Associação dos Moradores de Marapicu, Maria Auxiliadora dos Santos, disse que apesar das dificuldades nunca deixou de acreditar que um dia teria as terras reconhecidas. “Passamos todo tipo de sofrimento que o ser humano pode suportar. Mas agora nós contamos com pessoas de pensamento e ação. Tenho gratidão por todos que estão aqui” comentou Maria Auxiliadora.
Primeira ocupação rural
Em 1985, ocorreu a primeira ocupação rural do Estado do Rio, nas terras de Campo Alegre, que mais tarde foi dividida em sete regionais, sendo um comunitário. Neste local teve início o assentamento de Marapicu. Porém, em 1997, foram extintas as áreas rurais de Nova Iguaçu, transformadas oficialmente em áreas residenciais.
Em 2005, o prefeito Lindberg Farias (PT) reconheceu novamente as áreas rurais. Entretanto, os 10 anos de IPTU gerados criaram uma dívida que significou um processo de execução dos moradores do local pela Caixa Econômica Federal, então dona das terras.
Como as terras não poderiam ser doadas, o jeito foi tornar a dívida uma moeda de troca pelo valor da terra. Foi então que, em 2008, a Prefeitura se tornou dona das terras e recebeu a licença ambiental do Instituto Estadual do Ambiente (Inea) e a regularização do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra).
“Plantem”
A Prefeitura de Nova Iguaçu tem desenvolvido várias atividades para incentivar a produção agrícola familiar na cidade. “Já está quase tudo pronto para que 30% da merenda escolar sejam adquiridos dos agricultores locais. Provavelmente isto já vai acontecer no próximo ano letivo. Plantem que a prefeitura vai comprar”, garantiu Fernando Cid.
Os moradores de Marapicu ainda terão um reforço extra na produção. O superintendente do Incra entregou pessoalmente a patrulha motorizada - trator com equipamentos especiais doado pelo Ministério da Agricultura - para ser utilizado, principalmente, nas propriedades particulares que vão fornecer alimentos para a merenda escolar da rede municipal.
http://nova-iguacu.blogspot.com/
O SURGIMENTO DA EDUCAÇÃO AMBIENTAL
Redescobrir: esta é a atividade mais sensata quando buscamos alternativas de soluções para os nossos problemas ambientais.
Cronografia (1500 a 2000)
* 1500
- Descobrimento do Brasil- prenúncio da devastação através da exploração predatória.
* 1503
- Comercialização do pau-brasil por Fernando de Noronha. Dos 200mil Km da Mata Atlântica originais, restam apenas 10mil Km (5%).
* 1542
- 1ºCarta Régia do Brasil- normas disciplinares para o corte de madeira.
* 1822
- José Bonifácio de Andrade e Silva- Ministro do Reino das Negociações Estrangeiras (Patriarca da Independência) é atribuído a ele as primeiras observações de cunho ecológico feitas por um brasileiro.
* 1850
- D. Pedro II editava a Lei 601 proibindo a exploração florestal (foi ignorada).
* 1854
- Carta do chefe Indígena Seattle (pág. 375) ao Governo dos Estados Unidos.
* 1872
- criado o 1º Parque do Mundo "Yellowstone"- USA.
* 1875
- Encerrou-se o ciclo econômico do pau-brasil com o abandono das matas exauridas.
* 1876
- André Rebouças sugeriu a criação de parques nacionais na Ilha de Bananal e em Sete Quedas.
* 1889-
- Patrik Geddes, escocês argumenta que "xxxxxxx em contato com a realidade do seu ambiente, não só aprenderia melhor, mas também desenvolveria atitudes criativas em relação ao mundo em sua volta". Ele é considerado o pai /fundador da Educação Ambiental.
* 1896
- Criado o 1º parque do Brasil: Parque Estadual da Cidade de São Paulo.
* 1920
- Pau-brasil foi considerado extinto.
* 1934
- O professor Felix Rawitscher introduz a pesquisa e o ensino de Ecologia no Brasil. Foi criada a 1º unidade de conservação do Brasil, o Parque Nacional de Itatiaia.
* 1939
- Em 10/01 foi criado o Parque Nacional do Iguaçu. Decreto 1035/39, até hoje o único real e implantado.
* 1947
* - Fundada na Suíça a União Internacional para a Conservação da Natureza (IUCN).
* 1952
- Acidente de poluição do ar em Londres provoca morte de 1600 pessoas.
* 1956
* - O Parlamento inglês aprova a Lei do Ar Puro por causa do ar densamente poluído (smog).
* 1958
- Criada a Fundação Brasileira para a Conservação da Natureza (FBCN).
* 1960
- Surge o ambientalismo nos Estados Unidos.
* 1961
- Presidente Jânio Quadros aprova o projeto, declarando o pau-brasil "árvore símbolo nacional" e o ipê como "flor símbolo nacional".
* 1962
- Rachel Carson, jornalista lança o livro "Primavera Silenciosa", clássico do movimento ambientalista (perda da qualidade de vida).
* 1965
- Albert Schwueitzer torna popular a ética ambiental. Recebe o Prêmio Nobel da Paz.
- Conferência em Educação da Universidade Keele (Grã-Bretanha) foi ouvida pela 1º vez a expressão.
* 1968
- Reuniu-se em Roma (Itália), um grupo de 30 pessoas: cientistas, economistas, industriais, etc. de 10 países diferentes para discutir as mudanças ocorridas no ambiente.
* 1970
- USA foi primeira nação a aprovar Urna Lei do Pobre Educação Ambiental.
- Inicia-se o projeto "Grande Carajás" – construção de 900Km ferrovia (Pará Maranhão).
- Publicado um manual para professores e alunos que se tornou um clássico em Educação Ambiental "Um lugar para viver".
- Inicio da expressão enviromental education (Ed. Amb.).
* 1972
- O Clube de Roma publica o relatório "Os limites do Crescimento" que fala sobre a suicidência nos estilos de desenvolvimento após 2 anos da sua reunião.
- De 05 a 16 de Junho na Suécia – 113 países participaram da "Conferência de Estalcomo", da ONU sobre o Ambiente Humano, visando estabelecer uma visão Global e princípios comuns a humanidade.
- Sob a orientação do Professor Vasconcelos Sobrinho da Universidade Federal Rural de Pernambuco iniciou uma campanha nacional para a reincorporação do pau-brasil ao nosso patrimônio nacional.
* 1973
- Estabelecido nos Estados Unidos o "Registro Mundial de Programas em Educação Ambiental" contendo 60 países e 660 programas.
- 30/10, o Decreto 13.030 da Presidência da república., criava no âmbito do Ministério do Interior, a secretaria Especial do Meio Ambiente (SEMA), 1} organismo brasileiro de ação nacional, orientado para a gestão integrada M.A.
- O professor Nogueira Neto foi titular de 1974 a 1986 e deixou as bases das leis ambientais e estruturas que continuam muitas delas até hoje.
- Estabelece o programa das estações ecológicas (pesquisa e preservação) e é considerado o mentor do movimento ambientalista brasileiro.
- Monitoramento da poluição do ar na Região Metropolitana de São Paulo pela CETESB, com um sistema de estações de amostragem móveis e fixas.
* 1974
- Realiza-se em Haia (Holanda), o 1º Congresso Internacional de Ecologia.
- Dado o 1º alerta por organismos internacionais sobre a possibilidade da redução da camada de ozônio pelo uso CFC´S.
- Seminário de Educação Ambiental em Jammi; Finlândia, reconhece a Educação Ambiental como educação integral e permanente.
* 1975
- Em resposta as recomendações de Estalcomo, a UNESCO promoveu em Belgrado, Iugoslávia, um Encontro Internacional em Educação Ambiental, que congregou especialistas de 65 países, e culminou com a formulação de princípios e orientações para um programa internacional de ed. Ambiental, que deveria ser contínua, multidisciplinar, integrando as diferenças regionais e voltada aos interesses nacionais. Foi conhecida como a "Carta Belgrado".
* 1976
- A América Latina enfatiza que a questão Ambiental está ligada as necessidades elementares de sobrevivência do homem aos direitos humanos.
- Convênio entre a SEMA e a Fundação Educacional do Distrito Federal e a Fundação Universidade de Brasília, realizou-se o Curso de Extensão para Profissionais de Ensino do 1º Grau. (não foi para frente)
- Firmado o Protocolo de Intenções entre o MEC e o MINTER com o objetivo de incluir temas ecológicos nas escolas de 1º e 2º Graus.
- Conferências Habitat I E II – com o objetivo de mostrar a importância da fixação da população no campo.
* 1977
- SEMA constitui um grupo de trabalho para a elaboração de um documento sobre Educação Ambiental com o objetivo de definir seu papel na realidade sócio-econômica-educacional brasileira.
- A disciplina Ciências Ambientais passa ser obrigatória nos cursos de engenharia nas Universidades brasileiras.
- De 14 a 26/10, em Ibilisi (Geórgia) realizou-se a primeira Conferência Intergovernamental sobre Educação Ambiental organizada pela UNESCO, ficando conhecida como a "Conferência de Ibilisi". Ela constituiu-se em um ponto de partida de um programa internacional de Educação Ambiental seus objetivos, suas características e estratégias pertinentes no plano nacional e internacional. É considerado o evento mais decisivo para reinos da Educação Ambiental em todo o mundo.
* 1979
- Realizou-se em Julho a primeira Conferência de todas as nações da União Soviética sobre Educação Ambiental.
* 1980
- Em abril o historiados Lynn White Jr, propôs ao Papa, que São Francisco fosse reconhecido como o Santo Padroeiro da Ecologia.
- Seminário Regional Europeu sobre Educação Ambiental para a Europa e América do Norte, com a participação de países, onde se conclui que seria necessário uma intensificação de intercâmbio de informações e experiências entre os países.
- Agência Americana de Proteção Ambiental (EPA) estimou que 70 mil produtos químicos estavam sendo manufaturados só nos Estados Unidos, com cerca de mil novos produtos acrescentados a cada ano.
* 1981
- Em 31/08 o Presidente João Figueiredo sancionou a lei n.º 6938 que dispunha sobre a política ambiental no país.
- Sançado o 1º número da "The Environmentalist" , revista Inglesa aos profissionais de Educação Ambiental.
* 1984
- CONAMA apresenta resolução estabelecendo diretrizes para as ações de Educação Ambiental, mas o plenário não aprova.
- Em 03/12, Bhophal (Tudia) o mais grave acidente industrial do mundo, com o vazamento do gás Metyl isocyanate da fábrica Union Carbide, matando mais de mil pessoas e ferindo outras mil.
- Dá-se o início do período moderno da política Ambiental.
* 1985
- 10º Programa Internacional de Educação da UNESCO – UNEP, com resultados relevante; 31 projetos de pesquisa; 37 treinamentos nacionais; 10 seminários internacionais e regionais; 11 conferências e 66 missões técnicas para os estados membros da UNESCO; com um resultado da Introdução da Educação Ambiental oficialmente nos planos educacionais, políticas e legislação em 40 países.
* 1986
- Em 23/01 o CONAMA, aprova a resolução 001/86 que estabelecia os responsabilidades os critérios básicos e as diretrizes gerais para o uso e implementação da Avaliação de Impacto Ambiental (AIA) como instrumentos da política Nacional do M.ª
- 25/04 – Ocorreu a explosão do reator nº4 da Usina de Chermobyl (União Soviética), onde escapou 80% do combustível atômico; matou 7 a 10 mil pessoas e afetou 4 milhões de pessoas. A nuvem radioativa se propagou e atingiu 5 países europeus. Foi o maior acidente da história da Energia Nuclear.
- Em agosto realizou-se na Universidade de Brasília, o I Seminário Nacional do M.A. sobre Universidade e Meio Ambiente; com um objetivo de um processo de interação.
- Em São Paulo realizou-se o Seminário Internacional de Desenvolvimento Sustentado e Conservação de Regiões Estuarino-Sagunares, com alerta urgente a proteção dos manguezais, que vinham sendo destruídos por aterros em toda costa brasileira.
- O Conselho Nacional do M.A. (CONAMA) promulgou uma resolução estabelecendo um programa Nacional de Controle de Emissão Veicular; que só se viabiliza em 1989 por meios de acordos com a indústria automobilística.
* 1987
- Em 11/03 o Plenário do Conselho Federal de Educação (MEC) aprovou que era necessário a inclusão da Educação Ambiental no conteúdo curriculares das escolas de 1º e 2º Graus. É a consolidação das bases conceituais da Educação Ambiental no Brasil.
- Em Setembro, ocorre o acidente do Césio 137 em Goiás, 4 pessoas morreram e dezenas foram contaminadas pela radiação atômica e despertando a atenção da população sobre o perigo.
- A Comissão Mundial sobre M.A. e Desenvolvimento, a ONU elabora o Relatório Brundtland, coordenado pela primeira Ministra da Noruega, que serviu de base para a realização da Conferência Ambiental Rico? Eco 92; tendo sido publicado no Brasil com o título "Nosso Futuro Comum" pela Fundação Getúlio Vargas em 1988. Buscava unificar a compreensão e o desejo sobre as lutas ambientalistas travadas em todo o planeta.
- Assinado o protocolo de Montreal, segundo qual as nações deveriam tomar várias providências para evitar a destruição as camada de ozônio; dentre as quais a redução progressiva até a supressão, no ano 2000, da fabricação e uso dos CFC´S.
* 1988
- 13/07, os 4,5 milhões de veículos automotores da cidade de São Paulo responsáveis por 90% da poluição do ar obrigam a Secretaria do M.A. e a CETESB a executar a Operação Alerta, deixando cerca de 200 mil veículos sem circular no centro da cidade..
- 05/10 – promulgada a Constituição da República Federativa do Brasil, contendo um capítulo sobre o Meio Ambiente e vários artigos afins . É considerada na atualidade a constituição de vanguarda em relação à questão ambiental.
- 27/12, assassinado Francisco Mendes Filho (Chico Mendes) no Acre, líder sindical. Em 1987, fora homenageado com o Prêmio nas questões ambientais.
* 1989
- Em 22/02, lei 7735 cria o IBAMA com a finalidade de formular, coordenar e executar a política nacional do M.A. compete-lhe a preservação, conservação, e controle dos recursos naturais renováveis em todo o território federal.
- Em 10/07 foi instituído o Fundo Nacional de M.A. (FNMA) pela Lei 7797/89 em decorrência da preparação da ECO 92, com a finalidade de promover o desenvolvimento de projetos que visam o uso nacional e sustentável de recursos naturais, manutenção, melhoria ou recuperação da qualidade ambiental.
- Declaração de Haia (Holanda), formulada por países que acentuava que a cooperação internacional era indispensável para proteger o M.ª mundial.
- I Seminário sobre materiais para a Educação Ambiental – UNESCO/PIGA.
* 1990
- A ONU declarou 1990 como o ano Internacional do M.A.
- Em Outubro em Genebra, promovida pela Organização Mundial de meteorologia, aconteceu a "Conferência Mundial sobre o Clima", que discutiu a questão das alterações climáticas no mundo.
- Em novembro realizou-se na França a I Conferência Internacional de Direito Ambiental, com a participação de Juristas 43 países.
* 1991
- Portaria 678 do MEC (14/05/91), resolve que os sistemas de ensino em todas as instâncias, níveis e modalidades contemplem em seus currículos, temas referentes a Educação Ambiental.
- Durante a Guerra do Golfo Pérsico entre o Iraque e os aliados, 7 milhões de barris de petróleo forma jogados ao mar, produzindo prejuízos e impacto ambientais incalculáveis à vida aquática, às aves e às comunidades do litoral atingido.
- De 25 a 29/11 a Secretaria de Meio Ambiente da Presidência da República, com o apoio da UNESCO e da Embaixada do Canadá, promovem o Encontro Nacional de Políticas e Metodologias para a Educação Ambiental; com o objetivo de discutir diretrizes para a definição da política de Educação Ambiental.
* 1992
- O IBAMA criou no âmbito das superintendências Estaduais, os Núcleos de Educação Ambiental (NEA).
- De 03 a 14 de junho , realizou-se no Rio de Janeiro "Conferência da ONU sobre o Meio Ambiente e Desenvolvimento", com a participação de países, conhecida como "ECO 92" . Ela colaborou as premissas de Ibilisi e através da agenda 21, definiu as áreas de programas para a Educação Ambiental e reconhecida como o encontro Internacional mais importante desde que o homem se organizou em sociedades.
* 1993
- Portaria 773 do MEC (10/05/93) instituiu-se em Grupo de Trabalho em caráter permanente para a Educação Ambiental com o objetivo de coordenar, apoiar, acompanhar, avaliar e orientar as ações para a implementação da Educação Ambiental nos sistemas de Ensino do país.
- Congresso Sul-americano dando continuidade a Eco/92 na Argentina.
- Conferência dos direitos Humanos em Viena.
* 1994
- I Congresso Ibero Americano de Educação Ambiental em Guadalajara (México).
- Criação da Agenda 21 feita por crianças e jovens em português, sob orientação da UNICEF.
- Conferência para o Desenvolvimento Social em Copenhague, que objetiva a criação de um ambiente econômico, político, social, cultural e jurídico que permita o Desenvolvimento Social.
- Conferência Mundial da Mulher em Pequim (China).
- II Conferência Mundial sobre o Clima em Berlim.
- Todos os projetos ambientais e/ ou de Desenvolvimento Sustentável devem incluir como componentes de atividades de Educação Ambiental.
* 1996
- Criação Câmara Técnica em Educação Ambiental do CONAMA.
- Novos parâmetros curriculares do MEC, incluem a Educação Ambiental como tema transversal do currículo.
- Criação da Comissão Intermediária de Educação Ambiental pelo Ministério de Meio Ambiente.
- Assentamento Humanos Habitat II em Istambul.
* 1997
- I Conferência Nacional de Educação Ambiental em Brasília.
- Conferência Organizada pela ONU "Mulher em Beijing".
- Conferência Rio + 5 – ocorreu em duas etapas :
- Uma etapa promovida pelas ONGs de todo o mundo e realizado no Rio de Janeiro.
- A outra etapa foi promovida pela ONU, ocorreu em New York e contou com a presença de Presidente do Brasil (Fernando Henrique Cardoso) e de representante de 179 países mais ricos do mundo.
- Conclusão: O processo nesses cinco ano avançou adequadamente em alguns países ou localmente mas que para a maioria resta muito a ser feito.
Não foi conseguido um pacto sobre um dos pontos fundamentais para salvar o planeta: reduzir as emissões de dióxido de carbono (CO2) da atmosfera, num programa que culminaria em 2010, com 15% a menos , não concordou com o pacto, já que eram dos índices registrados em . 1990. Justamente o Grupo do 7, não concordou com o pacto, já que eram eles ao países responsáveis pela grande degradação do Planeta, através de tecnologias consideradas "sujas".
* 1999
- Criação da Diretoria de Educação Ambiental do Ministério do Meio Ambiente.
- Aprovada a lei 9597/99 que estabelece a Política Nacional de Educação Ambiental.
* 2000
- Seminário de Educação Ambiental organizado pela Coordenação de Educação Ambiental do MEC em Brasília.
- Curso básico de Educação Ambiental a distância em parceria com Ministério do Meio Ambiente, Departamento de Educação Ambiental, Universidade Federal de SC e outros.
- Lei 9984 de 17/07/2000 – Dispões sobre a criação da Agência Nacional de Água (ANA) Entidade Federal de Implementação da Política nacional de Recursos Hídricos.
Glossário
UNESCO – Organização das Nações Unidas para Educação a Ciência e a Cultura.
UNEP – Projetos Ambientais da nações Unidas.
PIEA – Programa Internacional de Educação Ambiental.
INPE – Instituto Nacional de Pesquisa.
OMM – Organização Mundial de Meteorologia.
domingo, 15 de novembro de 2009
Valoração das águas e Instituições Sociais
Projeto de Pesquisa “Valoração da Água e Instituições Sociais:
Subsídios para a Gestão de Bacias Hidrográficas na Baixada Fluminense, RJ”
(apoiado pelo CNPq/CT-Hidro)
Reunião Aberta entre Moradores, Lideranças e Pesquisadores
Duque de Caxias, 24 de oututro de 2009
Inicialmente, foi esclarecido que o propósito da pesquisa em andamento é estudar a evolução de questões ligadas ao uso e à conservação da água na Baixada Fluminense (incluindo a análise de planos governamentais, projetos de investimento e soluções independentes adotadas por comunidades locais) e as diferents percepções e manifestações do valor da água (valor produtivo, valor cultural e religioso, valor de uso doméstico, etc.). Foi relatado que a pesquisa teve início em 2008 com diversas atividades voltadas à coleta de dados, especialmente entrevistas (44 foram realizadas até o momento), análise de dados socioambientais, exame de documentos oficiais e participação em eventos públicos. As analises preliminares dos resultados, as quais foram já objeto de publicações e apresentações em conferências, levaram a algumas conclusões gerais:
1) as falhas da gestão de recursos hídricos na Baixada Fluminense têm representado uma constante fonte de problemas para os moradores locais na forma de enchentes, poluição e serviços públicos deficientes; tal situação tem atraído diversas iniciativas governamentais, mas sem que se tenha avançado significativamente na resolução efetiva dos problemas;
2) apesar de mudanças discursivas e nas práticas gerenciais, as intervenções do poder público, em seus diversos níveis de responsabilidade, em grande medida reproduzem um tratamento tecnocrático e hierarquizado quanto à compreensão dos problemas e formulação de alternativas;
3) a problemática dos recursos hídricos se confunde com a evolução histórica do espaço geográfico da Baixada Fluminense, o qual é profundamente marcado por desigualdades internas (entre grupos e localidades) e externas (em relação a outras áreas da Região Metropolitana do Rio de Janeiro); e
Após esse breve apresentação das conclusões iniciais da pesquisa, passou-se a um debate aberto e sem uma estrutura rígida.
1) Manifestações que destacaram as falhas e distorções dos vários projetos do governo estadual (incluindo ações desde a década de 1980), as ineficiências do serviço público de água e saneamento e as limitadas respostas atualmente oferecidas pelos projetos do PAC.
*1
Diversos participantes desta reunião colaboraram durante a primeira fase através de entrevistas e informações, sendo que por essa razão foram convidados a assistir à presente reunião para discutir os resultados e conclusões da análise.
*2
A metodologia utilizada foi semelhante a um ‘grupo focal’ onde cada orador argumentava sobre os resultados da pesquisa (apresentados inicialmente) e sobre as falas de outros participantes, com alguma discreta moderação por parte do coordenador. O propósito foi permitir uma conversação crítica e sem qualquer restrição. A reunião foi gravada e totaliza quase quatro horas de debates.
2) Um segundo grande grupo de manifestações (adotado pela maioria dos participantes, ainda que nem todos desse segundo grupo discorde da importância da dimensão política e governamental) ressaltou diversos aspectos da falta de consciência da população local em relação à sua responsabilidade no que diz respeito à conservação dos cursos de água. Para esse segundo grupo, o problema mais grave está relacionado à qualidade do ambiente urbano e à conservação ambiental. Numerosos exemplos de um comportamento individualista e irresponsável foram trazidos ao debate. Destacou-se a dificuldade de alguns moradores, particularmente os mais jovens, de estabelecer uma identidade cultural e conexão pessoal com o contexto social em que vivem, o que em parte é resultado de um estigma continuamente construído em relação à Baixada Fluminense. Questões como ocupação de áreas ribeirinhas, vandalismo e lançamento de lixo nos rios foram repetidamente mencionados, assim como a criação de hábitos consumistas (sob influência dos padrões de vida da zona sul do Rio de Janeiro). Foi feita menção a diferenças entre gerações de moradores e desinteresse por formas organizadas de representação, mas sem
aceitar que essa situação não possa, e não deva, ser revertida.
reuniões similares entre acadêmicos e moradores sejam realizadas, assim como a sugestão da organização de um curso de treinamento em educação ambiental e ecologia política para professores da rede municipal e demais interessados.
(redigido em 01 Nov. 2009)
Comentários ou sugestões para:
Maria Angélica M. Costa (mangelicamc@hotmail.com)
ou Antonio A. R. Ioris (a.ioris@abdn.ac.uk)
Minha observação:
Professor Antonio Ioris leciona na Universidade de Aberdeen (Escócia) no departamento de geografia e meio ambiente, e Professora Maria Angelica Costa na UFrRj e Faculdade São José.
sábado, 14 de novembro de 2009
aterro sanitário+seropédica+marilene ramos
O que mais me embrulha o estômago é saber que ela tem plena consciência das tecnologias existentes no Brasil que transformam lixo em energia elétrica. Só que ela omite propositadamente e qdo é questionada sobre isto alega que não temos dinheiro.
Mentira! O dinheiro para estes empreendimentos ambientais vêm dos créditos de carbono que já passam dos 800 bi, e estão parados só a espera de algum projeto ambiental.
Mas o que importa mesmo é sangrar os cofres públicos, privatizar os lucros e socializar a sujeira e o prejuízo.
Pau-brasil - Alguém sabe? Alguém viu?
quinta-feira, 27 de agosto de 2009
Audiência Pública do aterro sanitário CTR Santa Rosa - Seropédica (RJ)
Pois bem, neste episódio houve uma presença maciça de ambas as partes com a Paulista SA levando gente dela e a sociedade civil representada pelos moradores, ambientalistas, imprensa, catadores de lixo (cooperados ou não), proprietários rurais, etc.
Profundamente lamentável ter meu direito de expressão cerceado!!!!
segunda-feira, 24 de agosto de 2009
Programa de Agentes Ambientais Populares - Mesquita
O Município de Mesquita está desenvolvendo o Programa Agentes Ambientais Populares, que faz parte de um macro-contexto de qualificação ambiental, cujos objetivos são a formação de cidadãos capazes de interagir pró-ativamente na identificação e resolução de conflitos sócio-ambientais que permeiam a sociedade mesquitense em suas mais variadas formas e situações.
1 - Ambientes aquáticos perenes e anuais (Preservação e equilíbrio)
2 - Elementos bióticos: Cadeia trófica (Equilíbrio dos habitats)
3 - Elementos abióticos
3a - Parâmetros físicos: turbidez, temperatura
3b - Parâmetros químicos: pH, GH, amônia, nitrito, nitrato, fosfato, DBO.
4 - Potabilidade:
4a -Fatores sanitários para consumo humano.
4b - Fases do tratamento da água: Filtragem, floculação, decantação, filtro de carbono, desinfecção.
5 - Doenças de veiculação hídrica: Amebíase, giardíase, gastroenterite, febre tifóide, paratifóide, hepatites e cólera.
6 - Doenças relacionadas à água: teníase, ascaridíase, esquistossomose, ancilostomíase, oxiuríase.
Os testes utilizados possuiam caráter não-profissional e de uso específico em aquariofilia, mas pela precisão dentro do aceitável foram usados apenas como indicadores.
Fabricantes dos testes:
1 - pH: Alcon
2 - GH: Alcon
3 - Amônia: Alcon
4 - Nitrito: Nutriara
5 - Nitrato: Red sea
6 - Fosfato: Nutrafin
"Atitudes geram mudanças".
sábado, 8 de agosto de 2009
APA Guandu-açu - Flagrante de absurdo ambiental 1
APA Guandu-açu - Flagrante de absurdo ambiental 2
De quem é a responsabilidade? Da população? Digo o seguinte: existe em nosso estado uma estatal chamada CEDAE (Companhia de águas e ESGOTOS) cujas atribuições incluem tratamento de efluentes, logo a responsabilidade é dela sim! É inegável! Dela deve emanar todos os projetos de saneamento e despoluição dos corpos hídricos do Rio de Janeiro.
APA Guandu-açu (Rj) - Breve perfil sócio-econômico
"Atituides geram mudanças"
domingo, 28 de junho de 2009
Parque Natural Municipal do Mendanha ESTAVA ameaçado.....
O texto pode ser enfadonho ou longo além do ideal, mas representa a continuidade na luta por dias melhores.
Projeto de Lei nº 1913/2008
Regulamenta a titulação de terras dos habitantes do Parque Natural Municipal do Mendanha, e dá outras providências.
Autor: Vereador Jorge Felippe
A CÂMARA MUNICIPAL DO RIO DE JANEIRO
Art. 1º. Esta lei regulamenta o parcelamento de terra e a titulação de propriedade dos habitantes localizados na área correspondente ao Parque Natural Municipal do Mendanha, criado na forma da Lei Municipal 1.958 de 05 de abril de 1993.
Art. 2º. O município conferirá título de propriedade da terra aos residentes e pequenos produtores agrícolas que se encontram localizados na área do Parque Natural Municipal do Mendanha há mais de cinco anos, a partir da publicação desta lei, sendo abrangidos:
I – Os residentes não-produtores agrícolas que tenham fixado sua residência na área do parque;
II – Os pequenos produtores agrícolas que utilizam a terra com o fim precípuo de culturas de produtos agrícolas para subsistência ou venda de pequeno porte de produtos.
Art. 3º. A divisão das terras referidas no artigo antecedente se dará da seguinte forma:
I – Os lotes a serem distribuídos aos residentes não-produtores serão limitados pela área já por eles ocupada ou pelos seus ascendentes, desde que o mesmo núcleo familiar esteja ocupando a terra de forma ininterrupta dentro do prazo do caput do artigo antecedente.
II – As terras a serem distribuídas aos pequenos produtores agrícolas serão aquelas em que comprovadamente cultivam produtos agrícolas para subsistência ou venda de pequeno porte.
Art. 4º. Não se incluem nos casos previstos nesta lei as terras que estejam acima da cota de 30 (trinta) metros acima do nível do mar.
Parágrafo único. Os pequenos produtores agrícolas que ocupem terras acima da referida cota somente receberão a titulação das mesmas, na forma dos artigos 2º e 3º desta lei, caso mantenham culturas agrícolas que respeitem a mata nativa da Mata Atlântica e da Serra do Mar.
Art. 5º. Ficam proibidas novas construções e aumento do número de pavimentos das construções já existentes na referida área.
Parágrafo único. Não se incluem nesta proibição a construção realizada pelo Poder Público com o fim de urbanização e construção de instalações básicas de saneamento.
Art. 6º. Fica proibida a instalação de quaisquer atividades empresariais na área do Parque Natural Municipal do Mendanha.
Art. 7º. Fica criada comissão, sem ônus para os cofres públicos municipais, com o objetivo de proceder levantamento, análise e demais atos necessários, visando identificar os beneficiários desta Lei e indicá-los ao Poder Executivo.
§ 1º. Esta comissão será composta por:
I – 1 (um) representante do Poder Legislativo Municipal;
II – 1 (um) representante da Secretaria Municipal de Habitação;
III - 1 (um) representante da Secretaria Municipal de Meio Ambiente;
IV - 1 (um) representante da Secretaria Municipal de Urbanismo;
V – 1 (um) representante do Conselho Regional de Engenharia, Agronomia e Arquitetura;
VI – 1 (um) representante da Ordem dos Advogados do Brasil;
VII – 1 (um) representante da Associação de Meio-Ambiente da Região de Bangu - AMAR Bangu;
VIII – 1 (um) representante dentre moradores locais indicados pela Associação de Moradores do Mendanha.
§ 2º. Esta Comissão será instalada na sede do Parque Natural Municipal do Mendanha, em até 60 dias após a promulgação desta lei, podendo transferir seus locais de reunião para onde melhor aprouver, sendo que as reuniões ocorrerão, no mínimo, a cada quinze dias.
§ 3º. A Comissão será presidida pelo representante da Secretaria Municipal de Meio Ambiente, que elegerá um secretário, com atribuições de vice-presidente.
§ 4º. Na sua primeira reunião, a Comissão elegerá o secretário e iniciará a elaboração de seu regimento interno.
§ 5º. Caberá a esta Comissão, precipuamente:
- Verificar os abrangidos por esta Lei e indicá-los ao Poder Executivo Municipal para a titulação das terras, sem qualquer ônus para os beneficiados;
- b) Identificar aqueles que se enquadram além da cota de limitação do art. 4º desta Lei e sugerir remanejamento e lotes semelhantes aos possuídos em áreas do referido Parque que estejam abaixo da cota de 30 (trinta) metros;
- Outras atribuições previstas em seu regulamento, desde que concernentes às atividades aqui determinadas.
§ 6º. O município fornecerá à comissão todos os meios técnicos necessários para o levantamento de dados junto à localidade.
Art. 8º. Esta comissão terá o prazo de um ano, prorrogável por mais um, para concluir suas atividades, podendo ser dissolvida antes do prazo caso seus trabalhos sejam concluídos em menor tempo.
Art. 9º. O Poder Executivo Municipal definirá as parcelas de terra a serem utilizadas como logradouros públicos, bem como tomará as providências cabíveis para a regulamentação viária e de transporte local.
Art. 10. Esta Lei entrará em vigor na data de sua publicação, revogando-se a Lei Municipal 4.899 de 17 de setembro de 2008.
Plenário Teotônio Vilela, 25 de Novembro de 2008.
VEREADOR JORGE FELIPPE
Presidente da Comissão de Justiça e Redação
JUSTIFICATIVA
Tendo em vista a grande polêmica gerada pela publicação da Lei Municipal 4.899/2008, cuja finalidade era regularizar a titulação de terras dos moradores do Parque Natural Municipal do Mendanha, pois muitos destes ali residem a mais de cinqüenta anos, e também por se utilizarem daquelas terras para o cultivo de hortaliças, legumes e verduras, para sua sobrevivência e sustento de seus familiares, apresento o presente Projeto de Lei que revoga a Lei supramencionada, objetivando atender as demandas, dos diversos representantes de nossa sociedade, levantadas durante a reunião ocorrida em dezessete de novembro do presente, perante a Segunda Promotoria de Justiça de Tutela Coletiva Meio Ambiente da Capital, do Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro, quando se reuniram para tratar de assuntos correlatos ao Parque Natural Municipal do Mendanha, localizado no Maciço do Gerocinó, à Dra. Rosani da Cunha Gomes, Promotora de Justiça, Dr. Evandro Camargo da Silva, Gestor do Parque Natural Municipal do Mendanha, Dr. Luiz Eduardo Pizzotti, Coordenador de Proteção Ambiental, Drª. Tânia Lima D’Albuquerque Castro, Coordenadora de Orientação e Regularização Urbanística da Secretaria Municipal de Urbanismo, Dr. Carlos Costa, representando o Vereador Jorge Felippe, Dr. Jorge Chaves 31ª Subseção da OAB/RJ, Dr. Aloysio Telles de Moraes Netto, 31ª Subseção da OAB/RJ, Sr. Alexandre Ferreira do Espírito Santo e Sr. Francisco Miranda, representantes da Associação de Meio Ambiente da Região de Bangu (AMAR-BANGU), Sr. Jeová Vieira da Silva, da Associação de Moradores do Conjunto Sociólogo Betinho, Sr. André dos Santos Reboredo, Presidente da Associação de Moradores Pro-Melhoramento do Guandu – Instituto Verde Criando Vida, Sr. Francisco Alves de Carvalho e Sr. Humberto Saito, representantes do Grupo Ecológico Herdeiros da Natureza e os Técnicos Periciais do GATE, Sr. Carlos Augusto Assumpção de Figueiredo e Sra. Lílian Alves de Araújo, e demais subscritos na lista de presença que consta na ATA DE REUNIÃO, que ora anexamos, ocasião em que os presentes deliberam detalhadamente sobre os direitos dos moradores do local, e ainda, sobre a importância de preservar o meio ambiente, tendo em vista a riqueza do ecossistema do Parque Natural Municipal do Mendanha.
O presente Projeto de regularização não inviabilizará o Parque Natural Municipal do Mendanha, ao contrário, o resguardará e assegurará os direitos dos moradores e trabalhadores daquela terra, que ali residem há muitos anos.
"Atitudes geram mudanças"
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Preservação tá dando din-din - A eco-tendência para o séc.21
* Leiam e tirem suas próprias conclusões. Boa leitura!
Produtores rurais de três municípios brasileiros já estão sendo pagos para manter vivas e saudáveis o que é considerado hoje um ativo tão precioso quanto rebanhos de gado e lavouras agrícolas: as suas nascentes de água.
Um grupo de 147 propriedades aderiu a essa iniciativa inédita no país - o conceito de pagamento por serviços ambientais, que recompensa financeiramente aqueles que preservarem matas estratégicas para a conservação da água.
Entre 2008 e 2009, proprietários rurais de Extrema (MG), Rio Claro (RJ) e Alfredo Chaves (ES) colocaram no bolso quantias mensais ou semestrais que variam de R$ 300 a R$ 3 mil, graças aos benefícios ecológicos por eles prestados. Projetos similares despontam em Joanópolis e Nazaré Paulista (SP), São Paulo, Camboriú (SC), Apucarana (PR) e no Distrito Federal. A expectativa é de que, no futuro próximo, surja um novo profissional no agronegócio brasileiro: o "produtor de água", premiado por uma commodity à altura de qualquer outra.
A lógica desse negócio parte do fato inequívoco de que é a propriedade rural o maior abastecedor de água para o país, irrigando não só o campo mas as áreas urbanas. Por esse motivo, se as nascentes continuarem a tendência de queda de vazão por práticas agrárias erradas - como já acontece - metrópoles como São Paulo e Rio de Janeiro irão simplesmente secar. Ruim para a agricultura, para a indústria e para o usuário comum (você).
"Só o comando e controle do desmatamento não funciona", explica Paulo Henrique Pereira, o diretor de Meio Ambiente de Extrema que esboçou os primórdios do projeto "Conservador das Águas", pontapé que tornou o município o primeiro a realizar o pagamento por serviços ambientais às propriedades mineiras. Na prática, o projeto paga para que a legislação ambiental seja cumprida. O Código Florestal determina que nascentes, matas ciliares e mananciais sejam Áreas de Preservação Permanente, e que se mantenha 20% da propriedade com cobertura vegetal (Reserva Legal). "Recompensar economicamente foi uma necessidade. Só é possível fazer a reversão da degradação com apoio financeiro aos produtores", diz Pereira.
Extrema é um município que, como tantos outros, sofre de dualismos: seu PIB é relativamente alto devido à presença de indústrias como Bauducco e Kopenhagen, mas a renda média per capita não chega sequer a dois salários mínimos. Essencialmente rural, o município rico em água acompanha gradativamente a queda de vazão, que colocou em alerta o poder público.
Quatro anos de investigação culminaram em um diagnóstico ambiental que dá a pista da origem do problema: apenas 22% das matas de Extrema estão de pé. O resto da Mata Atlântica desapareceu sob a colcha de pequenas propriedades onde o gado leiteiro predomina. A corrida agora é para saber o tamanho do prejuízo - o balanço hídrico atual da região.
"Vimos que era preciso trabalhar nossos mananciais", diz Pereira, desde 1994 no cargo. E, assim, o governo local começou a se mexer.
Para dar viabilidade ao projeto, a Prefeitura de Extrema incluiu como prioridade em seu Plano Plurianual de 2005 um orçamento anual de R$ 150 mil para o pagamento pelos serviços ambientais a seus produtores. A decisão foi a base para a criação da lei 2.100/2005, que possibilitou o repasse de dinheiro público ao setor privado.
Com apoio técnico e de suprimentos de parceiros como a organização ambiental The Nature Conservancy (TNC) e o Instituto Estadual Florestal (IEF), Extrema foi dividida em sete sub-bacias do rio Jaguari, que corta a cidade. A ideia foi começar logo pelo mais difícil: restaurar a vegetação da sub-bacia mais degradada, Posses. São 1,3 mil hectares, 109 propriedades. "É uma área bastante fragmentada e com menos de 10% da cobertura vegetal", diz o engenheiro agrônomo Aurélio Padovezi, da TNC.
A segunda fase do projeto, já iniciada, é na sub-bacia de Salto. Aqui, 13 proprietários já recebem dinheiro do projeto, perfazendo uma área de cerca de 550 hectares.
A lei estabelece pagamentos mensais aos produtores, que assinam um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) com a Prefeitura. O pagamento é de 100 unidades fiscais (R$ 169) por hectare/ano e é baseado na área da propriedade. Cabe ao produtor abrir mão de atividades agrícolas em áreas de nascentes. E só. O projeto se encarrega de cercar as áreas, plantar mudas e monitorar. "O produtor não gasta nada. Só recebe", afirma Padovezi.
"No campo, a gente já ganha minoria (sic). Sem apoio, é difícil", diz Terezinha de Moraes Oliveira, de 56 anos. Ela e o marido, Benedito de Oliveira, 60, vivem das 30 cabeças de gado que dão até 50 litros de leite por dia. Tiram, em média, R$ 500 por mês. Por terem uma nascente na propriedade de 14 hectares, recebem de Extrema R$ 205. Quase metade da renda do casal.
Fonte: Preservação já dá dinheiro a agricultores de três cidadesValor Econômico - SP - HOME - 25/06/2009 - 08:07:42
"Atitudes geram mudanças"
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